Rio de Janeiro,

10 de julho de 2009

Cade a torcida do Vasco ? /Torcida do flamengo / André Lima

Logo que foi rebaixado à Série B, no fim do ano passado, a diretoria do Vasco lançou a campanha “O sentimento não pode parar”. Durante todo o Campeonato Estadual, mesmo com a eliminação na competição, os torcedores continuaram apoiando a equipe na Copa do Brasil e no início da Segunda Divisão.

E os números não mentem. Na primeira partida da Série B, o time conseguiu atrair 15.446 vascaínos para São Januário. Na semana passada, após a sequência de sete tropeços, os jogadores enfrentaram o Bragantino com um público de apenas 5.895 pagantes. Número bem abaixo do esperado pelos dirigentes, que tem uma explicação para tal situação.

- Os jogos estão acontecendo em dias muitos ruins. Temos jogos nas terças e nas sextas em horários que não são compatíveis. Pedimos a remarcação de alguns jogos para os sábados. Mas esse sentimento não pode parar – disse Marcos Blanco, diretor executivo de marketing do Vasco.

No início da semana, Ronaldo questionou o tamanho da nação rubro-negra ao compará-la à torcida corintiana. Ano passado, a torcida do Flamengo mostrou sua força em São Paulo. Agora, jogadores, dirigentes e os próprios torcedores querem aproveitar a partida de domingo, novamente no Morumbi, para provar ao atacante que a massa rubro-negra é o verdadeiro fenômeno.

O caráter do jogo contra o São Paulo não é o mesmo do ano passado. Mas ninguém no Flamengo espera encontrar o espaço destinado à torcida rubro-negra no Morumbi vazio. Exemplos de incentivo fora do Rio de Janeiro não faltam ao clube.

– Naquele jogo, o estádio nem foi dividido. A torcida do Flamengo é incomparável, difícil de se explicar. Em qualquer lugar que a gente vá jogar é uma recepção calorosa, um carinho imenso – afirmou o camisa 1

André Lima se apresentou ao Botafogo para a sua segunda passagem pelo clube com status de ídolo e responsabilidade de quem deixou saudades ao trocar General Severiano pela fria Berlim, em 2007.

- Quando cheguei em 2007, com um contrato de risco, consegui ter um bom início e mudar o panorama. Se hoje retorno com o respeito de todos, é porque conquistei isso dentro de campo. A responsabilidade é maior, mas não vou resolver nada sozinho. Temos outros 11 jogadores para colaborar. Chego para ajudar o grupo. Se vou ser titular ou não, quem vai decidir é o Ney.

- Na Alemanha, tive um problema com minha filha e precisei voltar. A família está em primeiro lugar. No São Paulo, vivi um ano em que o clube me proporcionou muitas glórias, um título brasileiro, entrei para a história com um tricampeonato, conquistei o respeito de todos. Sou grato e saí pela porta da frente. Volto mais experiente

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Carlão Azul disse...

Não é fácil manter o gás do torcedor, mas ele volta quando o campeonato se aproximar do final.

Saudações Celestes

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Rafaella Hayashi disse...

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